BD no Brasil


As circunstâncias da vinda da Becton Dickinson para o Brasil são semelhantes àquelas da própria formação da empresa. Também se originou em um encontro casual durante uma viagem.

Em 1952, como resultado de uma viagem de rotina, o sr. Farleigh Dickinson, filho do fundador da BD, conheceu o sr. Romeu do Carmo Abreu, de Juiz de Fora (MG), um empreendedor que fabricava seringas de vidro em escala artesanal. Do encontro surgiu a decisão de se expandir o negócio de seringas no Brasil.

Foi assim que, em 1956, em Juiz de Fora, nascia a Becton Dickinson Indústrias Cirúrgicas S.A., cuja primeira fábrica produzia seringas de vidro. Em 1958, agulhas hipodérmicas e especiais para anestesia foram agregadas à linha de produção. Dois anos mais tarde tinha início também a fabricação de estetoscópios. Em 1970 a BD começa a fabricar agulhas especiais para biópsia e outras aplicações técnicas.

Foi assim que, em 1956, em Juiz de Fora, nascia a Becton Dickinson Indústrias Cirúrgicas S.A., cuja primeira fábrica produzia seringas de vidro. Em 1958, agulhas hipodérmicas e especiais para anestesia foram agregadas à linha de produção. Dois anos mais tarde tinha início também a fabricação de estetoscópios. Em 1970 a BD começa a fabricar agulhas especiais para biópsia e outras aplicações técnicas.

A partir de 1970 o Brasil começa a importação de seringas plásticas descartáveis. A BD, três anos mais tarde, resolve produzir esse item, com a marca BD Plastipak®, época em que iniciou a fabricação de aparelhos para a medição de pressão arterial. Em 1974, a Companhia passou a fabricar termômetros de vidro, produto que é manufaturado atualmente apenas na China.

Em 1978 a operação se verticalizou com a implantação da fábrica de microtubos, destinados à produção de agulhas. A liderança do mercado consolidou-se mais tarde, em 1989, com a
inauguração da unidade industrial de Curitiba, Estado do Paraná.

No início da década de 80, a divulgação dos perigos da AIDS e a ampla cobertura dada pela imprensa ao assunto fizeram com que a consciência pública se voltasse para as ameaças de doenças transmíssiveis por meio de contato sexual ou adquiridas por intermédio de transfusões ou compartilhamento de agulhas de injeção. O mercado para agulhas e seringas descartáveis praticamente explodiu pela procura instantânea destes produtos.

Foi no setor da saúde que a utilização dos descartáveis trouxe a promessa de algo muito mais importante do que os benefícios apenas financeiros. O material hospitalar, pela sua proximidade às possibilidades de contaminação, pode reduzir enormemente os riscos, pela utilização de descartáveis. Nada mais confiável do que uma agulha de injeção, seringa ou lâmina de bisturi que tenha sido removida de sua embalagem estéril e inviolada, no momento exato de sua utilização.

A tecnologia dos descartáveis permitiu também maior economia de escala, proporcionando custos mais baixos e maior especialização dos diversos produtos, o que resultou sempre em maior conveniência e conforto para o paciente.

Além da fábrica no Estado de Minas Gerais, em meados dos anos 70 a Companhia instalou um escritório de vendas na rua Jundiaí, na cidade de São Paulo. A Sede Administrativa da Empresa foi instalada em 1986 em prédio próprio da BD, na rua Alexandre Dumas, Zona Sul da capital paulista, onde funciona até hoje.

A produção da BD Plastipak®, a primeira seringa descartável de plástico produzida no Brasil desde a década de 70, foi transferida para a fábrica de Curitiba (PR), inaugurada em março
de 1989. Trata-se de uma fábrica instalada numa área com mais de 10 mil m2, totalmente automatizada, onde as partes que formam as seringas e agulhas são produzidas em equipamentos de alta tecnologia e transportadas internamente por tubo-via pneumático. Desta forma, não há contato manual com as peças a fim de evitar contaminação. Os produtos são esterilizados e testes são realizados para garantir a perfeita esterilidade e atoxicidade. Melhorando benefícios, criando soluções.

Desde o início das atividades da BD no Brasil, a Companhia mantém sua filosofia de concentrar esforços na qualidade de seus produtos e serviços.

A presença da BD vai muito além da fabricação de produtos de alta qualidade e preço competitivo para a área de saúde. A empresa preocupa-se com o aperfeiçoamento das técnicas de serviços ao mercado, procurando as formas mais eficazes e práticas de atendimento a seus clientes e distribuidores. Os produtos são continuamente monitorados depois de vendidos.

Da mesma forma, a BD certifica-se de que os profissionais da área de saúde conheçam perfeitamente seus produtos e estejam bem preparados para utilizá-los corretamente. Para isso, a Companhia desenvolve programas de treinamento e informação visando o uso correto de seus produtos por enfermeiras, farmacêuticos, profissionais de laboratórios e demais trabalhadores da saúde.

Há décadas, a BD vem desenvolvendo serviços de educação e suporte técnico a clientes e consumidores de seus produtos. Em 1985, a Companhia lançou a primeira publicação nacional com informações sobre o tratamento de diabetes, o jornal Bom Dia – hoje, revista BD Bom Dia, que alcançou uma tiragem de 100 mil exemplares distribuídos gratuitamente para este público em todo o Brasil. Um ano depois foi criado o Centro BD de Educação em Diabetes, um serviço telefônico gratuito que não visa substituir a orientação médica, mas sim apoiá-la com recomendações para melhor qualidade de vida de quem tem diabetes.

Até o início dos anos 90 só eram vendidas no Brasil insulinas nas concentrações U40 e U80. Por isso, até aquela época, só existiam, no país, seringas para aquelas concentrações de insulina. Em 1991, a insulina U100 começou a ser produzida no Brasil. Acompanhando esta inovação, a BD lançou aqui a seringa de 10 mL BD Ultra-FineTM com as agulhas mais finas já produzidas, para reduzir o desconforto da aplicação e aumentar a adesão do paciente ao tratamento do diabetes. Hoje, a unidade de atuação Diabetes Care é referência em produtos e serviços para o tratamento da doença em nosso país.

Há mais de 20 anos a Companhia mantém programas voltados para a prevenção do risco biológico e implementação de produtos de segurança, como seringas, agulhas e coletores de perfurocortantes. Por meio de ações da unidade Medical Surgical Systems, a BD vem romovendo e participando de congressos, simpósios, seminários e diversos eventos de saúde, em caráter educacional e científico, realizados nas duas últimas décadas no Brasil. Foram lançadas ublicações pela Companhia para as áreas hospitalar e odontológica, como o jornal Controle de Infecção (publicado há quase 20 anos), além de manuais e traduções de orientações para médicos, enfermeiros e demais profissionais de saúde.

Visando auxiliar as boas práticas em estabelecimentos farmacêuticos, foi criado há quase 20 anos o Seminário TAI - Técnicas de Aplicação de Injetáveis e, em 1986, foi lançado o jornal BD Mão Boa (ainda hoje em circulação).

Nos anos 90, a unidade Medical Surgical Systems criou o Centro de Treinamento de Acesso Vascular - CTAV, uma iniciativa educacional que tem como objetivo promover a capacitação e habilitação, mediante educação e treinamento, de profissionais de saúde em procedimentos de implantação e manutenção de cateteres, assim como em Anestesia Regional.

São lançados pela BD os jornais Diálogos Clínicos em Anestesia e Intravenous, respectivamente em 1998 e 2000. Estes serviços acompanham as inovações da Companhia com a introdução no Brasil de sistemas seguros e mais eficazes de acesso vascular e infusão intravenosa fechada e sem agulha de metal. Os produtos da linha são projetados e manufaturados com a finalidade de reduzir a dor e o sofrimento de pacientes, aumentar a efetividade do tratamento e prevenir acidentes ocupacionais com material biológico em profissionais de saúde.

Também no começo dos anos 70 a BD-Brasil iniciou suas atividades na área laboratorial, quando passou a produzir no Brasil os tubos BD Vacutainer®, um sistema de coleta de sangue a vácuo, prático e seguro, que simplifica a rotina da coleta e exame de sangue. Esta foi uma enorme inovação para o desenvolvimento das análises clínicas no país, já que o produto é elaborado para garantir a qualidade da amostra de sangue, beneficiando os resultados do teste, melhorando os serviços laboratoriais e o próprio tratamento do paciente.

Em 1985, a Companhia instalou o primeiro sistema automatizado de hemocultura - BD BACTECTM - lançado no país para o diagnóstico de doenças infecciosas, como a tuberculose. Os equipamentos e frascos reagentes desta marca são padronizados em centros de diagnóstico de referência no Brasil.

No final dos anos 90 a BD iniciou o segmento BD Biosciences no Brasil no campo da citometria de fluxo, lançando no país equipamentos e reagentes de elevado nível de tecnologia para a monitoração de HIV/AIDS e leucemia.

Para consolidar sua política de investimentos no Brasil, a BD instalou em 2001, na Fábrica de Juiz de Fora, novos equipamentos trazidos dos EUA para a produção dos tubos BD Vacutainer®, mantendo o espírito empreendedor e inovador da Companhia. Além disso, as unidades de negócios Preanalytical Systems e Diagnostic Systems desenvolvem projetos educacionais para os profissionais e gestores da área laboratorial. Em 2005, a BD apoiou a elaboração do documento da Sociedade Brasileira de Patologia Clínica e Medicina Laboratorial (SBPC/ML) Recomendações da Sociedade Brasileira de Patologia Clínica/Medicina Laboratorial para Coleta de Sangue Venoso. A obra é uma das mais completas fontes de informação sobre coleta de sangue venoso já lançada no Brasil.

 

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